Justiça pede reforço federal para 30 municípios do Amazonas
Pedidos aprovados pelo TRE-AM seguem para decisão do TSE. Reforço busca garantir a segurança da votação no segundo turno de domingo (25)
A cinco dias do segundo turno das Eleições 2026, a Justiça Eleitoral do Amazonas decidiu solicitar reforço federal para garantir a segurança da votação em 30 municípios do estado. A medida foi aprovada nesta terça-feira (20), durante sessão do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), e será encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela autorização definitiva do envio das tropas.
A decisão envolve localidades do interior e pedidos relacionados a zonas eleitorais de Manaus. O objetivo é assegurar a tranquilidade do pleito, proteger eleitores e servidores e garantir o transporte de urnas e materiais eleitorais, especialmente em regiões onde as dificuldades de acesso exigem operações logísticas mais complexas.
Ao todo, os desembargadores e juízes eleitorais analisaram 32 processos administrativos. Dois deles, referentes aos municípios de São Paulo de Olivença e Boca do Acre, foram retirados após os respectivos juízos eleitorais desistirem das solicitações.
Entre os municípios contemplados pelos pedidos estão Parintins, Itacoatiara, Manacapuru, Coari, Tefé, Tabatinga, Humaitá, Manicoré, São Gabriel da Cachoeira, Iranduba e Presidente Figueiredo, além de outras localidades distribuídas pelo território amazonense.
Na capital, também foram analisadas solicitações relacionadas às 59ª, 62ª e 63ª Zonas Eleitorais.
Reforço busca garantir segurança e direito ao voto
A presença de forças federais durante as eleições é uma medida prevista na legislação brasileira para situações em que a Justiça Eleitoral considera necessário ampliar a estrutura de segurança disponível.
O apoio pode ser utilizado tanto na proteção dos locais de votação quanto em operações de transporte de urnas, equipamentos e servidores, conforme as necessidades identificadas em cada região.
No Amazonas, essas operações enfrentam desafios adicionais. As grandes distâncias entre comunidades, a dependência do transporte fluvial e as dificuldades impostas pela estiagem exigem planejamento para que os materiais eleitorais cheguem aos destinos dentro dos prazos estabelecidos.
Em determinadas localidades, o acesso depende da combinação de embarcações, aeronaves e transporte terrestre. Além das condições geográficas, a Justiça Eleitoral precisa considerar possíveis situações que possam comprometer a tranquilidade da votação.
A solicitação de tropas federais, entretanto, não significa necessariamente que todos os municípios envolvidos apresentem episódios de violência ou ameaças concretas. O reforço também pode ter caráter preventivo, conforme a avaliação dos juízos eleitorais.
Decisão final depende do TSE
Embora os pedidos tenham sido aprovados pelo TRE-AM, a presença das forças federais ainda depende de autorização do Tribunal Superior Eleitoral.
A análise deverá considerar as justificativas apresentadas pelos juízes eleitorais e as necessidades específicas de cada localidade.
A medida integra os preparativos para o segundo turno, marcado para domingo (25), quando os eleitores amazonenses voltarão às urnas para escolher o governador do estado, além de participar da votação presidencial.
Com a proximidade do pleito, a definição sobre o reforço militar se soma às operações de distribuição de urnas, organização das equipes e preparação dos locais de votação.
Em um estado marcado por grandes distâncias e diferentes realidades territoriais, a segurança eleitoral não se limita à presença de agentes nos locais de votação. Também envolve garantir que urnas, servidores e eleitores tenham condições de participar do processo democrático.
O desafio da Justiça Eleitoral é assegurar que o direito ao voto seja exercido com liberdade e segurança, tanto nos grandes centros urbanos quanto nas comunidades mais isoladas da Amazônia.


