Rejeição a Lula cai seis pontos e indecisos dobram, diz Quaest
Levantamento divulgado nesta quarta-feira (21) revela mudança na avaliação dos candidatos e crescimento dos eleitores sem preferência declarada na pesquisa espontânea, a quatro dias do segundo turno.
A quatro dias da eleição presidencial, a nova pesquisa Quaest revela um movimento que vai além da disputa percentual entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A rejeição ao presidente caiu seis pontos percentuais em uma semana, enquanto o número de eleitores indecisos dobrou na pesquisa espontânea, indicando que uma parcela do eleitorado ainda não manifesta preferência quando precisa citar um candidato sem receber uma lista de nomes.
Divulgado nesta quarta-feira (21), o levantamento mostra que a rejeição a Lula recuou de 53% para 47%, a maior variação observada nesse indicador entre as duas rodadas. No mesmo período, a rejeição a Flávio Bolsonaro passou de 54% para 52%.
Com isso, Lula, que apresentava rejeição próxima à do adversário na semana anterior, passou a registrar um percentual cinco pontos inferior ao do senador.
A mudança não significa necessariamente transferência de votos, mas revela uma alteração na resistência declarada pelos entrevistados ao nome do presidente. É um indicador relevante em uma eleição na qual a avaliação negativa dos candidatos tem peso na disputa.
Indecisos dobram na pesquisa espontânea
Outro dado que chama atenção é o crescimento dos indecisos quando os entrevistados precisam indicar espontaneamente em quem pretendem votar.
Na rodada anterior, divulgada em 14 de outubro, 7% dos eleitores não souberam apontar um candidato. Agora, esse percentual chegou a 14%.
Ao mesmo tempo, Flávio Bolsonaro passou de 43% para 40% das manifestações espontâneas, enquanto Lula oscilou de 42% para 40%.
O resultado merece uma interpretação cuidadosa. A pesquisa espontânea mede a preferência declarada sem a apresentação dos nomes dos candidatos. Já na estimulada, o entrevistado recebe as opções de voto.
A diferença entre os dois modelos ajuda a compreender por que o percentual de indecisos pode variar de forma expressiva dentro de um mesmo levantamento.
Na pesquisa estimulada desta quarta-feira, apenas 2% não souberam responder, diante de 1% na semana anterior. Portanto, o crescimento mais acentuado dos indecisos ocorreu especificamente na modalidade espontânea.
A decisão será tomada nas urnas
O levantamento ouviu 2.154 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro, em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08535/2026.
Os números oferecem um retrato das preferências e avaliações dos eleitores no período das entrevistas, mas não representam uma antecipação do resultado eleitoral.
Com o segundo turno marcado para domingo (25), a nova Quaest acrescenta elementos relevantes à compreensão do comportamento do eleitorado: a rejeição a Lula diminuiu, a intenção de voto estimulada permaneceu estável e a proporção de indecisos cresceu na pesquisa espontânea.
Mais do que uma disputa de percentuais entre candidatos, esses movimentos mostram a importância de acompanhar como os brasileiros avaliam suas opções nos últimos dias antes da votação.


