#SOUMANAUS PASSO A PAÇOECONOMIA

Sou Manaus abre vitrine para negócios e renda no Centro

Festival deve reunir mais de 500 mil pessoas e amplia oportunidades para gastronomia, comércio informal e economia criativa

Os grandes palcos atraem os holofotes, mas a movimentação provocada pelo “#SouManaus Passo a Paço 2026” deve ultrapassar os limites da programação artística e alcançar diretamente quem trabalha e empreende no Centro Histórico de Manaus.

Com expectativa superior a 500 mil pessoas e mais de 63 mil metros quadrados de ocupação urbana, o festival cria durante os próximos dias um dos maiores fluxos de consumidores do ano na região central da capital.

Restaurantes, bares, vendedores de alimentos e bebidas, comércio informal, artesãos e empreendedores da economia criativa entram nessa engrenagem.

O festival começa nesta sexta-feira (4), com os principais eventos concentrados até segunda-feira (7), embora atividades culturais continuem dentro da programação geral até 13 de setembro.

Mais vendas

Para organizar parte desse mercado temporário, trabalhadores do comércio informal passaram por cadastramento específico para atuar nos dias do evento.

A gastronomia também ganhou uma estrutura própria. A ManausCult abriu seleção de empreendedores em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Amazonas (Abrasel-AM), com a proposta de transformar o setor em um dos componentes da experiência oferecida ao público.

Sessenta permissionários credenciados para comercializar alimentos e bebidas receberam capacitação da Vigilância Sanitária antes do festival, com orientações para produção, armazenamento e venda dos produtos.

O movimento evidencia uma dimensão muitas vezes menos visível dos grandes festivais: a capacidade de gerar demanda imediata para pequenos negócios.

Economia criativa

A circulação econômica não estará restrita à alimentação.

Na rua Bernardo Ramos, por exemplo, o “SouGamer SouGeek” transformará parte do Centro em corredor voltado à economia criativa e à cultura geek, entre sexta-feira e segunda-feira.

A programação ocupará também o Casarão da Inovação Cassina e reunirá games, cultura pop, competições, empreendedorismo e atividades ligadas à inovação.

O modelo amplia a participação de negócios que normalmente não estão ligados aos grandes shows e aproxima produtores independentes de um público concentrado em uma mesma área da cidade.

Centro movimentado

A aposta na gastronomia também busca conectar consumo e identidade amazônica.

Empreendedores, chefs e restaurantes foram chamados a participar do festival com pratos regionais, nacionais e internacionais, enquanto uma aula-show programada para esta sexta reunirá cem profissionais, estudantes e empreendedores do setor.

Para o comércio já instalado no Centro Histórico, o impacto tende a ocorrer de maneira indireta, com o aumento do fluxo de pessoas antes, durante e depois dos eventos.

É justamente essa concentração de público que transforma o Sou Manaus em mais do que um festival cultural.

Durante quatro dias de maior movimento, cultura, entretenimento e consumo passam a dividir as mesmas ruas, criando uma janela temporária de negócios para trabalhadores formais e informais e colocando novamente o Centro Histórico no meio da circulação econômica da cidade.

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