Grafite transforma viaduto em painel da memória de Manaus
Intervenção no viaduto Duca Brito resgata símbolos da Belle Époque e integra projeto de revitalização de dez viadutos da capital
O viaduto Duca Brito, entre as avenidas Djalma Batista e André Araújo, começa a ganhar uma nova paisagem. A estrutura passou a receber painéis de grafite inspirados na Belle Époque manauara, etapa que integra o projeto de modernização e revitalização desenvolvido pela Prefeitura de Manaus.
As imagens remetem a elementos marcantes da história da capital, como os antigos bondinhos, o Teatro Amazonas, o piso do Largo São Sebastião e construções do Centro Histórico. A proposta é transformar um espaço de passagem em uma espécie de galeria urbana, aproximando memória, arte e cotidiano.
Memória urbana
O trabalho é executado por artistas locais e procura inserir referências históricas em estruturas viárias que fazem parte da rotina de milhares de pessoas.
Para o secretário municipal de Infraestrutura, Madson Rodrigues, a ideia é unir a recuperação dos equipamentos urbanos à valorização da identidade da cidade.
“Por que não transformar esses espaços em lugares que também contem a nossa história? É isso que estamos fazendo. O prefeito Renato Junior determinou essa modernização e nós encontramos na arte uma forma bonita de valorizar Manaus, nossos artistas e a nossa memória”, afirmou.
Dez viadutos
Nesta primeira etapa, dez viadutos da capital estão incluídos no projeto de revitalização.
Além das melhorias físicas, a iniciativa incorpora o grafite como elemento permanente da paisagem urbana, ampliando a presença da produção artística local em espaços públicos.
Os trabalhos no Duca Brito estão sendo realizados à noite e durante a madrugada, estratégia adotada para reduzir impactos no trânsito e permitir maior segurança durante a execução.
Nova paisagem
A mudança já chamou a atenção de quem passa pela região.
O motorista de aplicativo Leandro Queiroz, de 35 anos, disse ter sido surpreendido pela nova aparência do viaduto.
“Essas artes mudam a cara da cidade e trazem personalidade. Fiquei muito surpreso quando passei por aqui pela primeira vez”, afirmou.
A intervenção no Duca Brito reforça uma tendência de ocupar estruturas urbanas também como espaços de expressão cultural.
Ao combinar revitalização, arte e memória, o projeto busca dar nova identidade a pontos tradicionalmente associados apenas ao trânsito e à mobilidade.
Fotos – Luiz Felipe/Seminf


