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David quer levar ao Amazonas o modelo cultural que projetou Manaus

Em encontro com artistas e produtores, ex-prefeito apresentou a experiência de Manaus como referência para turismo, renda e economia criativa

Artistas, escritores, músicos, produtores culturais e representantes da economia criativa se reuniram nesta segunda-feira (13), no Teatro Manauara, em Manaus, para discutir propostas voltadas ao setor cultural no Amazonas.

O encontro teve a participação do ex-prefeito de Manaus e pré-candidato ao Governo do Amazonas, David Almeida, que defendeu a criação de uma política estadual capaz de integrar cultura, turismo, geração de renda e valorização das identidades locais.

A agenda foi organizada pelo ex-presidente da Manauscult e pré-candidato a deputado estadual Jender Lobato. Também participaram a pré-candidata a deputada federal Aryel Almeida e o presidente estadual do Agir, César Marques.

Durante a reunião, David apresentou como referência algumas iniciativas realizadas em Manaus, entre elas o festival #SouManaus Passo a Paço, a ampliação de editais de fomento e a abertura de espaços públicos voltados ao turismo, à cultura e ao lazer.

Entre os equipamentos citados estão o Mirante Lúcia Almeida, a Casa de Praia Zezinho Corrêa, o Largo de São Vicente e o parque Gigantes da Floresta. Segundo o ex-prefeito, essas intervenções contribuíram para ampliar a circulação de pessoas, estimular pequenos negócios e fortalecer a imagem turística da capital.

“Nós mostramos que investir em cultura é investir em desenvolvimento. A cultura movimenta hotéis, restaurantes, comércio, transporte, gera emprego, fortalece a nossa identidade e projeta Manaus para o Brasil e para o mundo”, afirmou.

Interior ainda enfrenta dificuldades

A proposta de ampliar esse modelo para o estado encontra um cenário marcado por desigualdades.

Nos municípios do interior, grupos culturais, artesãos, músicos e produtores enfrentam dificuldades para acessar editais, transportar equipamentos, circular entre cidades e manter calendários permanentes de atividades.

Festivais folclóricos, manifestações religiosas, gastronomia, dança, literatura e saberes tradicionais movimentam economias locais, mas frequentemente dependem de apoio pontual das prefeituras ou de recursos liberados de forma irregular.

Por isso, uma política estadual de cultura exigiria mais do que a realização de grandes eventos. O setor cobra editais permanentes, descentralização dos investimentos, critérios transparentes e maior presença dos artistas locais nas programações financiadas com recursos públicos.

Jender Lobato afirmou que a experiência de Manaus demonstrou o potencial da cultura como atividade econômica.

“A cultura transforma vidas, movimenta a economia e cria oportunidades. Nós vimos isso acontecer em Manaus e temos condições de construir esse mesmo caminho em todos os municípios do Amazonas”, declarou.

Propostas precisam de metas

David também destacou que cada município possui características próprias e defendeu o fortalecimento de festivais, artesanato, gastronomia e manifestações tradicionais.

“Cada município do Amazonas tem uma identidade própria. Nosso compromisso é fazer da cultura um instrumento de desenvolvimento, preservação da nossa história e geração de oportunidades”, disse.

A proposta, no entanto, ainda precisa ser detalhada em metas, orçamento e mecanismos de participação dos trabalhadores do setor.

O desafio será transformar a experiência municipal em uma política estadual que alcance não apenas grandes festivais, mas também artistas, produtores e comunidades que mantêm viva a diversidade cultural do Amazonas durante todo o ano.

Com informações da organização do encontro.

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