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Pioneiro, TCE-AM incorpora inteligência artificial à gestão de processos

Primeiro órgão do Amazonas a adotar a tecnologia, Corte de Contas integra assistente inteligente à rotina administrativa para dar mais agilidade, organização e eficiência aos processos públicos

O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas deu um passo que vai além da modernização tecnológica e alcança o campo estratégico da gestão pública. A Corte se tornou o primeiro órgão do Amazonas a integrar um módulo de inteligência artificial ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI), plataforma que concentra a tramitação de processos administrativos.

O anúncio foi feito pela conselheira-presidente Yara Amazônia Lins durante a 13ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno, nesta segunda-feira (4), e posiciona o órgão em sintonia com uma tendência nacional de digitalização e automação no setor público.

Salto digital

Mais do que uma atualização de sistema, a implantação do chamado SEI-IA representa uma mudança na forma como o serviço público organiza, analisa e produz informação. A ferramenta, desenvolvida pela Agência Nacional de Telecomunicações, insere dentro do próprio ambiente de trabalho um assistente capaz de apoiar atividades rotineiras da administração.

Na prática, servidores passam a contar com suporte para elaboração de documentos, síntese de conteúdos, revisão textual e organização de dados — tarefas que, embora operacionais, consomem tempo e impactam diretamente a produtividade institucional.

“Com a implantação inédita no Amazonas do módulo de inteligência artificial no SEI, passamos a ter mais agilidade na análise e produção de documentos, além de maior organização das informações no dia a dia. Na prática, isso se reflete na celeridade dos processos e na melhoria da qualidade do trabalho que entregamos à sociedade”, afirmou Yara Amazônia Lins.

Uso assistido

Apesar do avanço tecnológico, o modelo adotado mantém o controle humano como eixo central. O assistente de IA funciona como ferramenta de apoio, não como substituto da atuação técnica dos servidores.

De acordo com as diretrizes do próprio sistema, toda produção gerada com auxílio da inteligência artificial deve passar por validação humana, reforçando o caráter de uso responsável da tecnologia dentro da administração pública.

A estratégia busca equilibrar inovação e segurança, evitando riscos associados à automação sem supervisão.

Implantação interna

A adoção do SEI-IA no TCE-AM foi resultado de um trabalho interno articulado entre áreas técnicas do próprio Tribunal. Segundo o diretor de Inteligência Artificial, Arlesson dos Anjos, a integração foi construída de forma conjunta para garantir aderência às necessidades institucionais.

“A implementação do SEI-IA foi realizada em conjunto pela Diretoria de Inteligência Artificial (Dinar) e pela Diretoria de Operações de Tecnologia da Informação (DIOTI). Essa atuação integrada foi essencial para garantir que a solução fosse implantada com segurança e alinhada às necessidades do Tribunal”, explicou.

Próximos passos

A fase inicial marca apenas o início de um processo mais amplo de incorporação de inteligência artificial à rotina administrativa do Tribunal. Novas funcionalidades devem ser incorporadas ao longo do ano, ampliando o alcance da tecnologia dentro do sistema.

Efeito no setor público

Ao sair na frente no uso da IA integrada ao SEI, o TCE-AM não apenas moderniza sua própria estrutura, mas também sinaliza um caminho para outros órgãos públicos do estado. A iniciativa reforça o papel da Corte como indutora de boas práticas administrativas e inovação institucional.

Em um cenário em que eficiência, transparência e rapidez são cada vez mais exigidas da gestão pública, a adoção da inteligência artificial deixa de ser tendência e passa a se consolidar como ferramenta concreta de transformação.

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