Prazo se encerra e três chapas entram na disputa por mandato-tampão no Amazonas
Eleição indireta na Aleam será decidida pelos deputados e deve concentrar forças em torno do governo interino
Com o fim do prazo para registro de candidaturas, nesta quinta-feira (16), a eleição indireta que definirá o novo governador e vice do Amazonas já tem três chapas oficialmente na disputa. O pleito, conduzido pela Assembleia Legislativa do Estado, está marcado para o próximo dia 4 de maio e vai eleger os nomes que cumprirão mandato-tampão até o fim do atual ciclo administrativo.
A principal candidatura é encabeçada por Roberto Cidade, atual governador interino, que oficializou como vice o ex-prefeito de Manaus Serafim Corrêa. A chapa representa a continuidade do grupo que hoje ocupa o comando do Executivo estadual.
Além dela, também foram registradas as candidaturas de William Bitar, que disputa ao lado de João Ricardo de Melo e Lima, e de Cícero Alencar, que tem como vice Roque Lane.
Disputa ocorre dentro da Assembleia
Diferente de uma eleição convencional, o processo será decidido exclusivamente pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, em votação aberta e nominal.
Para vencer em primeiro turno, o candidato precisa alcançar maioria absoluta dos votos. Caso contrário, a decisão vai para um segundo turno, onde vence quem obtiver maioria simples.
Cenário aponta para disputa concentrada
Apesar da presença de três chapas, o cenário político indica uma tendência de concentração de votos, com vantagem para o grupo que já ocupa o governo.
A condição de governador interino coloca Roberto Cidade em posição estratégica, com maior capacidade de articulação junto à base parlamentar e influência direta no ambiente político da Assembleia.
Mandato curto influencia articulação
Outro fator que impacta diretamente a disputa é o caráter do mandato, que será temporário. O governador eleito ficará no cargo até o fim do período atual, o que reduz o espaço para disputas mais amplas e favorece composições políticas internas.
Nesse contexto, a eleição assume um perfil mais técnico e negociado, centrado na correlação de forças dentro do Legislativo.
Processo rápido e decisivo
O calendário enxuto reforça o caráter excepcional do pleito. Em poucos dias, foram definidos edital, inscrições e agora a fase decisiva de articulação política.
Até a votação, a tendência é de intensificação das negociações nos bastidores, com foco na consolidação de maioria entre os parlamentares.


