Rio Negro baixa mais de 5 metros em setembro e chega a 18,88 metros
Nível das águas caiu 5,31 metros em apenas um mês em Manaus; desde a cota máxima do ano, recuo já chega a 9,63 metros
O Rio Negro encerrou setembro com uma queda acentuada do nível das águas em Manaus. A régua do Porto registrou 18,88 metros nesta quarta-feira, 30, uma redução de 5,31 metros em relação aos 24,19 metros registrados no último dia de agosto.
Os dados mostram que a velocidade da vazante aumentou ao longo de setembro.
No primeiro dia do mês, o Negro estava em 24,09 metros. No dia 15, havia recuado para 21,81 metros. Dez dias depois, em 25 de setembro, atingiu 19,78 metros e fechou o mês abaixo dos 19 metros.
Somente no último dia de setembro, o rio perdeu mais 16 centímetros.
Queda passa de 9 metros desde a cheia
A diferença é ainda maior quando o nível atual é comparado à cota máxima registrada em 2026.
O Rio Negro chegou a 28,51 metros no fim de junho, permanecendo nesse nível durante vários dias. A partir daí, iniciou o processo de descida.
Entre a máxima do ano e os 18,88 metros registrados no encerramento de setembro, o recuo acumulado chegou a 9,63 metros.
A vazante começou lentamente em julho. No dia 31 daquele mês, o Negro ainda marcava 27,42 metros.
Em agosto, o ritmo aumentou. O rio iniciou o mês em 27,35 metros e terminou em 24,19 metros, queda de 3,16 metros.
Setembro aprofundou esse movimento: foram mais 5,31 metros de redução em apenas 30 dias.
Ritmo acelerou na segunda metade do mês
Os registros diários do Porto de Manaus mostram que as perdas passaram a superar com frequência 15 centímetros por dia durante setembro.
No dia 22, por exemplo, o rio baixou 23 centímetros em 24 horas, a maior redução diária registrada naquele trecho do mês.
Nos dias seguintes, foram observadas quedas de 21, 22, 22 e 20 centímetros.
A sequência ajuda a explicar por que o Negro perdeu mais de cinco metros em apenas um mês.
Vazante muda paisagem da cidade
A descida das águas já altera a paisagem da orla de Manaus e expõe áreas que permanecem submersas durante a cheia.
O fenômeno também exige acompanhamento por causa dos efeitos que níveis baixos dos rios podem provocar sobre navegação, transporte de passageiros e mercadorias e acesso a comunidades do interior.
Na capital, áreas de praia e bancos de areia tornam-se mais visíveis conforme as águas recuam.
A evolução da vazante continuará sendo acompanhada diariamente pelas réguas instaladas no Porto de Manaus e pelos órgãos responsáveis pelo monitoramento hidrológico.
Depois de encerrar agosto com 24,19 metros, o Rio Negro chega a outubro quase cinco metros e meio abaixo daquele patamar. O comportamento das próximas semanas indicará até onde a vazante de 2026 poderá avançar antes do início do processo de recuperação das águas.


