Marcela Bonfim leva Amazônia Negra à festa literária em São Paulo
Artista participa de mesa na FLIPEI nesta sexta-feira (7) e apresenta pesquisa que reúne fotografia, memória, território e pertencimento
As histórias, memórias e contribuições das populações negras da Amazônia estarão no centro de um dos principais encontros da literatura independente do país. Nesta sexta-feira (7), a artista visual, fotógrafa e pesquisadora Marcela Bonfim participa da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes, a FLIPEI, em São Paulo.
Marcela estará na mesa “Amazônia Negra: as imagens da cor do (in)visível”, ao lado da advogada e jornalista Luka Franca. O encontro começa às 20h15, no Espaço Cultural Elza Soares, no centro da capital paulista.
A conversa pretende ampliar o olhar sobre uma Amazônia que não é formada apenas por rios, florestas e biodiversidade, mas também pelas trajetórias, culturas e formas de resistência das populações negras que participaram da construção histórica da região.
Amazônia plural
Ao longo de mais de uma década, Marcela Bonfim desenvolveu o projeto Amazônia Negra, que combina fotografia, pesquisa e memória para revelar presenças ainda pouco conhecidas nas narrativas predominantes sobre a Amazônia.
O trabalho desloca o foco das paisagens naturais para as pessoas. Por meio de retratos, registros e pesquisas, a artista apresenta comunidades, identidades e saberes que permanecem, muitas vezes, invisibilizados.
“Mais do que produzir imagens, o projeto Amazônia Negra propõe uma nova forma de compreender o território amazônico”, afirma Marcela.
Segundo a pesquisadora, reconhecer a contribuição das populações negras é essencial para compreender a formação da região e do próprio Brasil.
Livro e pesquisa
Vencedora do Prêmio PIPA 2021, Marcela Bonfim já apresentou trabalhos em museus, bienais, centros culturais e festivais no Brasil e no exterior.
Neste ano, a artista lançou o livro Amazônia Negra: as imagens da cor do (in)visível), que reúne mais de dez anos de pesquisa sobre imagem, território, memória e pertencimento.
A obra inspira a mesa da FLIPEI e fortalece o debate sobre representatividade e reparação histórica. A proposta é aproximar leitores, artistas e pesquisadores de uma Amazônia plural, construída por diferentes experiências e identidades.



