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Documentário retrata a trajetória do artista Otoni Mesquita

Exibido gratuitamente no Cineteatro Guarany, “Fruto Urbano” revela a obra e o legado de um dos principais nomes das artes visuais da Amazônia.

Há artistas que retratam a Amazônia. Outros fazem dela o próprio alicerce de sua criação. É nesse segundo grupo que se insere Otoni Mesquita, um dos nomes mais expressivos das artes visuais amazonenses, cuja trajetória ganha um novo registro cinematográfico no documentário Fruto Urbano: A Arte que Nasce nas Águas do Amazonas. A produção será exibida gratuitamente neste sábado (4), às 18h30, no Cineteatro Guarany, em Manaus, dentro da programação do projeto Cinema de Arte.

Mais do que contar a história de um artista, o filme convida o público a percorrer os caminhos de uma obra construída a partir das paisagens, das memórias, dos símbolos e das transformações sociais da Amazônia. Em quase 48 minutos, o documentário revela como o universo amazônico deixa de ser apenas cenário para se tornar linguagem, matéria e identidade estética.

Dirigido por Luan Galvão e Géssica Adzangela, o longa acompanha a trajetória de Otoni Mesquita desde sua infância em Autazes até a consolidação de uma produção reconhecida por dialogar com a ancestralidade, a natureza, a cultura popular e os desafios urbanos da região.

Arte que nasce do território

Ao longo das últimas décadas, Otoni Mesquita consolidou uma obra que ultrapassa os limites das galerias de arte. Pintor, desenhista, gravador, pesquisador e escritor, transformou a experiência amazônica em linguagem artística, explorando temas como identidade, memória, pertencimento e preservação ambiental.

O documentário evidencia justamente essa relação profunda entre criação artística e território. Em vez de apresentar apenas uma biografia, a produção constrói uma reflexão sobre como rios, florestas, mitologias, tradições e vivências urbanas moldam a sensibilidade de um artista que fez da Amazônia seu principal campo de investigação estética.

As imagens revelam não apenas o processo criativo de Otoni, mas também sua contribuição para ampliar o reconhecimento da arte produzida na região Norte dentro do cenário cultural brasileiro.

Cinema como preservação da memória

Realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, Fruto Urbano também assume o papel de preservar parte da memória cultural amazonense ao registrar a trajetória de um artista cuja produção dialoga com diferentes gerações.

Ao documentar sua obra e seus processos criativos, o filme amplia o alcance de um patrimônio artístico que ajuda a compreender as múltiplas identidades da Amazônia contemporânea.

Mais do que celebrar uma carreira consolidada, a produção reforça a importância de registrar os protagonistas da cultura regional, permitindo que suas histórias permaneçam acessíveis ao público e às futuras gerações.

Produções independentes valorizadas

A exibição integra a programação do projeto Cinema de Arte, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, iniciativa que busca democratizar o acesso ao audiovisual e estimular o contato do público com produções independentes e obras que valorizam a diversidade cultural brasileira.

A sessão será realizada no Cineteatro Guarany, localizado na Villa Ninita, anexo ao Palácio Rio Negro, no Centro de Manaus, com entrada gratuita e classificação livre.

Foto: Divulgação

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