Tic, Tic, Tac volta 30 anos depois e reacende orgulho da música amazônica
Rosivaldo Cordeiro relança clássico eternizado pela banda Carrapicho e atualiza hit que levou a Amazônia ao topo das paradas internacionais nos anos 90
Trinta anos depois de conquistar o mundo, o clássico amazônico “Tic, Tic, Tac” ganha nova vida. O músico Rosivaldo Cordeiro lançou uma releitura do hit que marcou os anos 90 e projetou a sonoridade da Amazônia no cenário internacional. A nova versão já está disponível nas plataformas de streaming e chega acompanhada de videoclipe oficial no YouTube.
A música foi eternizada pela banda Carrapicho, que em 1996 levou o ritmo amazônico às paradas europeias, especialmente na França, onde o sucesso se tornou fenômeno cultural.

O fenômeno internacional que saiu de Manaus
Lançada originalmente em 1996, “Tic, Tic, Tac” ultrapassou fronteiras e vendeu milhões de cópias no exterior, impulsionada pela voz inconfundível e pela presença magnética do nosso embaixador cultural Zezinho Corrêa. Foi ele quem conduziu o fenômeno nos palcos internacionais, levando a energia da Amazônia às paradas francesas e transformando o Carrapicho em símbolo da música regional no cenário global.

Com sua interpretação vibrante, aliada à batida envolvente inspirada nos ritmos do boi-bumbá, ao refrão contagiante e à coreografia marcante, Zezinho ajudou a consolidar “Tic, Tic, Tac” como um dos maiores sucessos internacionais já produzidos por artistas da região Norte — um feito histórico que colocou Manaus no mapa da música mundial.
Nova versão mistura Amazônia e latin pop contemporâneo
Na releitura de 2026, Rosivaldo mantém o ritmo que consagrou a obra, mas incorpora influências latinas urbanas modernas. O artista afirma que a ideia surgiu durante a produção de seu novo álbum, Coração Latino.

“Essa nova versão nasceu no meio da produção do álbum. Em todos os meus dez anos vivendo na França, essa música sempre foi praticamente obrigatória no repertório dos meus concertos. Então nada mais justo do que repaginar e assumir uma nova leitura que dialogasse com o momento artístico que eu vivo hoje”, conta.
A nova sonoridade dialoga com nomes como J Balvin, Bad Bunny, Maluma, Karol G, Marc Anthony e Juanes, aproximando o clássico amazônico das tendências globais do pop latino.
Nostalgia, identidade e mercado digital
O relançamento acontece em um momento estratégico: o consumo de músicas nostálgicas cresceu significativamente nas plataformas digitais, impulsionado por redes sociais como TikTok e Reels, onde sucessos dos anos 90 frequentemente retornam às paradas.
Além do apelo emocional, a nova versão amplia o alcance da música amazônica para novas gerações, criando uma ponte entre tradição regional e indústria musical global.
O legado cultural de “Tic, Tic, Tac”
Mais do que um hit, “Tic, Tic, Tac” se tornou um símbolo da capacidade da Amazônia de produzir cultura com identidade própria e alcance internacional. O relançamento não apenas celebra três décadas de sucesso, mas reafirma o protagonismo artístico da região no cenário musical brasileiro.
Ao revisitar o clássico, Rosivaldo Cordeiro atualiza uma obra que ajudou a colocar Manaus e a Amazônia no mapa da música mundial.
Assista aqui:


